TL;DR: Sinalização interna de supermercado não é decoração, é infraestrutura que faz o cliente encontrar sozinho, cumpre exigência do Código de Defesa do Consumidor e da NBR 9050 e responde ao fiscal municipal. Este guia lista 15 tipos obrigatórios e estratégicos — placa de setor, cartaz de oferta, fluxo, balança, pagamento, segurança, acessibilidade, sazonal, branding, horário, alvará e estacionamento — com norma, posição, custo em 2026 e ordem de implantação pra um mercado independente colocar tudo em 30 dias gastando menos de R$ 4.500.

Por que sinalização interna não é decoração, é operação e compliance
Sábado, 10h. Dona Cleusa entra no seu mercado procurando sagu. Olha pra esquerda, vê gôndola de biscoito. Olha pra direita, vê leite. Não tem placa de setor. Ela anda dois corredores, não acha, vira, sai. Foi comprar no concorrente da rua de cima que tem uma plaquinha escrita “mercearia seca” pendurada no teto. R$ 38 de compra que saiu pela porta por falta de uma placa de R$ 90.
Sinalização interna resolve três problemas ao mesmo tempo: cliente encontra sozinho (reduz tempo de permanência inútil e aumenta conversão), funcionário não vira guia turístico (sobra tempo pra repor e atender caixa) e fiscal do município passa sem autuar. Em mercado independente com 80 a 400 m², uma sinalização bem montada custa entre R$ 2.800 e R$ 4.500 uma vez e rende o equivalente nos primeiros 45 dias em ticket médio e redução de perda de venda.
O que a sinalização interna precisa fazer
- Orientar fluxo da entrada até o caixa sem o cliente perguntar.
- Identificar cada setor com altura visível a 8 metros.
- Comunicar preço e promoção conforme exige o CDC.
- Sinalizar saída de emergência, extintor e rota acessível (NBR 9050).
- Informar formas de pagamento aceitas antes do cliente chegar no caixa.
- Apresentar a marca em cada ponto de contato (logo, cor, tipografia) sem poluir.
Quando um desses elementos falha, a loja paga em dinheiro (venda perdida) ou em risco (multa, ação do Procon, auto de infração da vigilância ou do corpo de bombeiros).
O que a lei exige: NBR 9050, CDC e sinalização de preço
A maior parte dos donos de mercado independente acha que sinalização é gosto. Não é. Quatro normas tratam do assunto, e o fiscal chega com lista.
CDC e Lei 10.962/2004 — sinalização de preço
O Código de Defesa do Consumidor e a Lei 10.962/2004 determinam: todo produto exposto pra venda precisa ter preço visível, legível e em moeda corrente. Etiqueta na gôndola, cartaz na ilha, código de barras afixado próximo ao leitor ou placa na extremidade do corredor são formas válidas. Preço escondido no sistema ou “pergunte no caixa” é infração e gera multa do Procon municipal.
ABNT NBR 9050 — acessibilidade
A NBR 9050 rege acessibilidade em edificações comerciais. Obriga: rota acessível sinalizada da porta até o caixa, banheiro acessível identificado com pictograma padrão, vaga de estacionamento reservada sinalizada (se houver estacionamento próprio), prioridade de atendimento em fila de caixa sinalizada com pictograma (idoso, gestante, PcD, lactante). Placa com símbolo internacional de acesso em altura entre 1,40 m e 1,60 m do piso, com contraste visual.
Corpo de Bombeiros e NR-23
Saída de emergência sinalizada com placa fotoluminescente, extintor identificado com placa, rota de fuga com pictograma. A fiscalização do Corpo de Bombeiros emite o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) e sem esse documento o alvará de funcionamento não é liberado na maior parte dos municípios.
Alvará, IPTU comercial e licença sanitária afixados
Alvará de funcionamento e licença sanitária precisam ficar afixados em lugar visível ao público. Lei municipal varia, mas o padrão nacional seguido pela orientação do SEBRAE é manter os dois documentos na parede atrás do caixa, em moldura simples, atualizados. Sem isso, a fiscalização da prefeitura autua mesmo que a loja esteja com tudo regular no papel.

Os 15 tipos de sinalização interna do supermercado
A lista abaixo sai do levantamento da ABRAS cruzado com a norma legal e com o que funciona em mercado independente de 80 a 400 m². Cada item traz posição, material, durabilidade e custo médio em 2026.
1. Placa de setor (mercearia, hortifruti, bebidas, higiene, limpeza)
- Função: identifica a grande área. É a primeira sinalização que o cliente enxerga ao entrar.
- Posição: suspensa no teto, a 2,50 m a 3,20 m do piso, centralizada sobre o corredor do setor. Visível a 8 metros.
- Material: PS (poliestireno) impresso ou ACM (alumínio composto) recortado. Fonte em caixa alta, altura mínima de 12 cm pra cada letra.
- Custo 2026: R$ 85 a R$ 240 por placa, conforme tamanho e material.
- Quantidade típica: 6 a 10 em mercado independente (mercearia, hortifruti, bebidas, frios, açougue, padaria, higiene, limpeza, pet, biscoitos e congelados).
2. Cartaz de oferta (gôndola, ilha e checkout)
- Função: comunica preço promocional. É a peça que converte circulação em venda.
- Posição: gôndola (A4 ou A5 em porta-cartaz de acrílico), ilha promocional (A3 em totem ou pendurado), checkout (A6 na fila, cross-selling).
- Material: papel couché 150g ou 180g, impresso por loja ou em gráfica. Troca a cada encarte (em média a cada 7 a 15 dias).
- Custo 2026: R$ 0,40 a R$ 1,80 por cartaz, a depender do tamanho e quantidade.
- Observação: combina com o guia de tipos de cartaz — cada modelo tem fonte, cor e tamanho que funcionam.
3. Sinalização de fluxo (entrada, saída, caixa, devolução, troca)
- Função: orienta o sentido de circulação e os pontos de parada obrigatórios.
- Posição: placa na porta (empurre/puxe), seta no teto pro caixa, placa “somente saída” na porta automática, placa de “troca e devolução” no guichê.
- Material: adesivo vinílico em placa PS ou ACM, fonte em preto ou branco sobre fundo contrastante.
- Custo 2026: R$ 35 a R$ 120 por placa.
- Observação: casa com o guia de layout de supermercado — sinalização boa e layout mal desenhado anula uma a outra.
4. Sinalização de balança e auto-atendimento
- Função: indica a balança de hortifruti/padaria/açougue e instrui uso. Reduz fila no caixa quando bem implantada.
- Posição: placa na parede acima da balança, com pictograma de como pesar e código de cada setor. Altura de 1,80 m a 2,00 m do piso.
- Material: placa laminada em PVC ou ACM, com ilustração passo a passo.
- Custo 2026: R$ 65 a R$ 180 por placa.
- Observação: mercado que oferece auto-atendimento de hortifruti sem placa explicativa vira fila no caixa e abandono de carrinho.
5. Sinalização de pagamento (cartão, Pix, vale-refeição, cheque)
- Função: informa bandeiras e formas aceitas antes de o cliente chegar no caixa. Reduz conflito e devolução de carrinho.
- Posição: placa na frente do caixa, em cada operador, a 1,60 m do piso. Também na porta de entrada, como resumo.
- Material: placa em PS ou acrílico, com adesivos das bandeiras (Visa, Mastercard, Elo, Hiper, Alelo, VR, Sodexo, Ticket, Pix).
- Custo 2026: R$ 40 a R$ 95 por placa.
- Observação: Pix virou obrigação visual — 76% dos mercados independente já aceitam e o cliente espera o QR code ou a placa.
6. Sinalização de segurança (câmeras, saída de emergência, extintor, hidrante)
- Função: avisa que o ambiente é monitorado, identifica equipamento de combate a incêndio e indica rota de fuga.
- Posição: placa de câmera (CFTV) na entrada, a 2,00 m do piso, visível na fachada e na área de vendas. Placa de extintor acima de cada aparelho, placa fotoluminescente em cada saída de emergência.
- Material: placa fotoluminescente (brilha no escuro) pra emergência, adesivo PVC pro CFTV. Norma exige NBR 13434.
- Custo 2026: R$ 22 a R$ 85 por placa, a depender do tamanho.
- Observação: obrigatória pra liberação do AVCB do Corpo de Bombeiros.
7. Sinalização de acessibilidade (rampa, banheiro, prioridade)
- Função: garante conformidade com a NBR 9050. Rota acessível, banheiro acessível, prioridade de atendimento na fila, vaga de estacionamento reservada.
- Posição: placa com Símbolo Internacional de Acesso em banheiro, rampa e guichê de prioridade, a 1,40 m a 1,60 m do piso. Adesivo no piso pra rota.
- Material: placa em PVC com símbolo azul em fundo branco (padrão internacional) ou vinil adesivo antiderrapante no piso.
- Custo 2026: R$ 28 a R$ 95 por placa. Kit completo de acessibilidade pra mercado pequeno: R$ 320 a R$ 680.
- Observação: não cumprir NBR 9050 é passivo civil em ação movida pelo Ministério Público ou por associação de PcD.
8. Sinalização promocional sazonal (Natal, Black Friday, Páscoa, dia das mães)
- Função: transforma a loja em cenário da data. Gera sensação de urgência e de “está acontecendo agora”.
- Posição: fachada (banner ou wind banner), porta de entrada, ilha central, balcão do caixa.
- Material: banner em lona 440g impresso digital, wind banner em tecido poliéster, faixa de corredor em tecido TNT ou vinil.
- Custo 2026: R$ 85 a R$ 340 por kit sazonal. Vida útil de 2 a 4 temporadas se armazenado correto.
- Observação: a ABRE mede crescimento de venda de 8 a 22% em mercados independente que implantam kit sazonal vs. aqueles que não implantam, na mesma categoria de produto.
9. Logo e branding interno
- Função: marcar presença da marca em pontos de espera (caixa, balcão, porta) e reforçar identidade.
- Posição: parede atrás do caixa (grande), porta de entrada (tamanho médio), uniforme dos funcionários (pequeno), sacola plástica.
- Material: PVC expandido recortado pra logo 3D, adesivo vinílico pra parede, bordado pra uniforme.
- Custo 2026: logo 3D em PVC de 1,00 m: R$ 180 a R$ 420. Logo adesivo de parede: R$ 45 a R$ 140.
- Observação: mercado independente ganha reconhecimento — logo bem posicionado no caixa vira lembrança do cliente no WhatsApp, fazendo parte do pacote de comunicação visual junto com a fachada do mercadinho.
10. Horário de funcionamento na porta
- Função: informa horário de abertura e fechamento de segunda a domingo, feriado e horário de almoço se houver.
- Posição: porta de entrada, a 1,50 m do piso, tamanho mínimo A4.
- Material: adesivo vinílico em vidro ou placa em PS.
- Custo 2026: R$ 18 a R$ 65.
- Observação: obrigatório em alguns municípios por lei de proteção ao consumidor local. Mesmo onde não é obrigatório, evita a pergunta de 12 clientes por dia no telefone.
11. Alvará de funcionamento afixado na parede
- Função: comprovação pública de regularidade. Obrigação legal.
- Posição: parede atrás do caixa, em moldura simples, altura de 1,60 m. Ao lado da licença sanitária (se for alimentício).
- Material: moldura A4 com documento original ou cópia autenticada.
- Custo 2026: R$ 25 a R$ 60 por moldura.
- Observação: fiscal da prefeitura pede no primeiro minuto da visita. Sem o documento visível, auto de infração imediato.
12. Sinalização de estacionamento e manobrista
- Função: orienta vagas (comum, prioridade, carga e descarga) e informa serviço de manobrista se oferecido.
- Posição: placa na entrada do estacionamento, placa por vaga reservada (idoso, PcD, gestante), placa de “carga e descarga” próximo ao depósito.
- Material: placa galvanizada ou ACM, resistente a sol e chuva. Pintura poliéster.
- Custo 2026: R$ 95 a R$ 240 por placa. Kit de 8 placas para estacionamento pequeno: R$ 820 a R$ 1.680.
- Observação: vagas de prioridade com pintura do símbolo no solo (além da placa) — NBR 9050 exige as duas.
13. Etiqueta de gôndola (preço unitário e preço por quilo)
- Função: informa preço de cada item exposto conforme exige o CDC. É a sinalização de preço mais fiscalizada pelo Procon.
- Posição: na beirada da gôndola, à frente do produto correspondente. Altura do produto exposto.
- Material: papel térmico impresso direto na loja, em perfil de gôndola. Troca rápida na mudança de preço.
- Custo 2026: R$ 0,05 a R$ 0,18 por etiqueta. Máquina de impressão térmica: R$ 680 a R$ 2.400 uma vez.
- Observação: a Lei 10.962/2004 obriga preço unitário e, em produtos a granel, preço por unidade de medida (kg, litro). O guia de etiquetas para gôndola detalha os formatos aceitos.
14. Sinalização de corredor numerado
- Função: numera corredores (1, 2, 3…) com a lista de categorias de cada um. Fácil pra cliente e pra funcionário na hora de orientar pelo telefone ou WhatsApp.
- Posição: placa suspensa na cabeceira do corredor, a 2,50 m do piso, com número grande e lista de produtos abaixo.
- Material: PS ou ACM impresso dos dois lados.
- Custo 2026: R$ 65 a R$ 180 por placa.
- Observação: em mercado acima de 200 m² com 4 ou mais corredores, reduz pergunta de cliente em 60% segundo levantamento interno de lojas que adotaram a prática.
15. Sinalização de desconto de proximidade do vencimento
- Função: comunica desconto em produto perto do vencimento. Obriga a CDC (preço original + preço com desconto + data de validade visível).
- Posição: cartão pequeno fixado no próprio produto ou na prateleira dedicada (“vencem esta semana”).
- Material: etiqueta colorida (amarela ou laranja) impressa na loja, com selo de “vencimento próximo”.
- Custo 2026: R$ 0,10 a R$ 0,40 por etiqueta.
- Observação: reduz perda do açougue, padaria e frios em 15 a 30% quando implantada com rotina diária de conferência.

Ordem de implantação em um mercado independente
Fazer tudo ao mesmo tempo quebra o fluxo de caixa e confunde o cliente. A sequência abaixo distribui a implantação em 30 dias, com investimento total entre R$ 2.800 e R$ 4.500 em um mercado de 80 a 250 m².
Semana 1 — compliance obrigatória (R$ 420 a R$ 780)
- Alvará e licença sanitária na moldura, atrás do caixa.
- Placa de saída de emergência fotoluminescente em todas as saídas.
- Placa de extintor em cada aparelho.
- Placa de CFTV na entrada.
- Placa de prioridade de atendimento no caixa.
- Pictograma de acessibilidade no banheiro.
Semana 2 — orientação do cliente (R$ 780 a R$ 1.280)
- Placa de setor suspensa (6 a 10 placas).
- Placa de fluxo (entrada, saída, caixa, trocas).
- Placa de formas de pagamento na frente do caixa.
- Placa de horário na porta.
Semana 3 — conversão comercial (R$ 620 a R$ 1.140)
- Cartaz de oferta na gôndola (recorrente, a cada encarte).
- Cartaz de ilha promocional na entrada.
- Cross-selling no checkout.
- Etiqueta de gôndola com preço unitário (CDC).
- Sinalização de desconto de vencimento próximo.
Semana 4 — marca e experiência (R$ 980 a R$ 1.300)
- Logo 3D na parede atrás do caixa.
- Adesivo de marca na porta.
- Placa de estacionamento e de vaga reservada.
- Placa de balança e auto-atendimento.
- Corredor numerado em mercado acima de 200 m².
A ordem prioriza o que o fiscal pede primeiro, depois o que o cliente precisa e por último o que vende. Cortar a ordem pelo meio (ex.: logo bonita mas sem pictograma de acessibilidade) deixa a loja bonita e ilegal ao mesmo tempo.
Materiais, durabilidade e custo 2026
A escolha do material define a vida útil da sinalização. Mercado independente tende a escolher o mais barato e trocar tudo em 8 meses. A tabela mental abaixo ajuda a evitar esse retrabalho.
Placa rígida (setor, fluxo, pagamento, segurança)
- PS (poliestireno) de 2 mm: R$ 65 a R$ 120 por m². Vida útil 2 a 3 anos em ambiente interno.
- ACM (alumínio composto) de 3 mm: R$ 180 a R$ 320 por m². Vida útil 6 a 10 anos. Recomendado para placa de setor.
- PVC expandido 3 mm: R$ 90 a R$ 160 por m². Meio termo, bom pra placa de acessibilidade.
Cartaz flexível (oferta, promoção, sazonal)
- Papel couché 150g A4: R$ 0,40 a R$ 0,80 por folha. Vida útil 7 a 15 dias (um encarte).
- Lona 440g pra banner sazonal: R$ 45 a R$ 110 por m². Vida útil 3 a 5 temporadas se armazenado em tubo.
- Tecido TNT pra faixa interna: R$ 8 a R$ 18 por m². Vida útil 30 a 60 dias.
Fotoluminescente (emergência)
- Placa fotoluminescente conforme NBR 13434: R$ 22 a R$ 85 por placa. Vida útil 5 a 8 anos. Obrigatória.
Adesivo vinílico (porta, piso, etiqueta)
- Vinil para vidro: R$ 12 a R$ 35 por m². Vida útil 1 a 2 anos.
- Vinil antiderrapante pra piso (rota acessível): R$ 35 a R$ 75 por m². Vida útil 6 meses a 1 ano conforme fluxo.
Os 7 erros mais comuns na sinalização de mercado independente
- Texto pequeno em placa suspensa. Letra de 6 cm não é legível a 8 metros. Regra: altura mínima de 10 cm pra placa suspensa.
- Cor que não contrasta. Placa cinza com texto branco some no teto também cinza. Regra de acessibilidade NBR 9050: contraste mínimo de 70% entre fundo e texto.
- Sinalização fotoluminescente faltando ou vencida. Placa fotoluminescente perde intensidade em 5 a 8 anos. Fiscal do Corpo de Bombeiros testa com lanterna.
- Cartaz de oferta com preço errado ou vencido. Artigo 30 do CDC: a oferta publicada vincula o fornecedor. Cartaz com preço antigo obriga a vender pelo preço antigo.
- Alvará guardado na gaveta. Documento precisa estar afixado. Gaveta não conta.
- Logo sobre placa de acessibilidade. Pictograma de acesso é norma internacional — não pode ter logo, texto ou variação em cima. Pictograma padrão azul e branco e fim.
- Sinalização de balança sem pictograma. Só texto escrito “pese aqui” não resolve — quem não sabe ler ou está com pressa precisa de imagem. Placa boa tem desenho + texto.
Checklist que passa em fiscal municipal e do Corpo de Bombeiros
Imprima, confira a cada trimestre, guarde junto com o AVCB. Sinaliza o que é obrigação legal e o que é boa prática comercial.
- [ ] Alvará de funcionamento afixado na parede, moldura, visível ao público
- [ ] Licença sanitária afixada (se for alimentício)
- [ ] AVCB afixado ou facilmente apresentável
- [ ] Placa fotoluminescente em todas as saídas de emergência
- [ ] Placa de extintor acima de cada aparelho
- [ ] Placa de CFTV na entrada
- [ ] Rota acessível sinalizada da porta até o caixa
- [ ] Banheiro acessível com pictograma padrão NBR 9050
- [ ] Vaga de estacionamento reservada com placa + pintura no solo (se tiver estacionamento)
- [ ] Placa de prioridade de atendimento no caixa
- [ ] Preço afixado em todo produto exposto (etiqueta de gôndola ou cartaz)
- [ ] Preço unitário e preço por kg/litro em produto a granel (Lei 10.962)
- [ ] Placa de formas de pagamento aceitas na frente do caixa
- [ ] Placa de horário de funcionamento na porta de entrada
- [ ] Placa de setor em todos os corredores principais
- [ ] Placa de CFTV também na fachada externa (se houver câmera)
- [ ] Logo visível na área de espera e no caixa

O que fazer depois de montar a sinalização interna
Com a sinalização pronta, o mercado independente entra no estágio seguinte de gestão de loja. A sequência recomendada:
- Mês 1: implantar a sinalização seguindo a ordem de 4 semanas deste guia.
- Mês 2: revisar o layout de supermercado aproveitando que as placas foram posicionadas — muitas vezes o problema não é a placa, é a prateleira no lugar errado.
- Mês 3: padronizar o cartaz de oferta com o guia de tipos de cartaz — escolher três formatos e parar de misturar 12.
- Mês 4: atualizar a fachada do mercadinho com a mesma tipografia e cor da sinalização interna, criando unidade visual.
- Mês 5 em diante: rotina trimestral de conferência — a cada 3 meses um responsável bate o checklist, troca o que está danificado, revisa preço em cada etiqueta de gôndola.
Responda no nosso WhatsApp: seu mercado tem placa fotoluminescente nas saídas de emergência e pictograma de acessibilidade no banheiro? Se respondeu “não” ou “não sei” em uma das duas, esse é o primeiro ponto a resolver nas próximas duas semanas — risco de autuação mais alto pelo investimento mais baixo da lista.
Perguntas frequentes sobre sinalização interna de supermercado
Qual a altura correta da placa de setor no supermercado?
Entre 2,50 m e 3,20 m do piso, suspensa no teto, centralizada sobre o corredor. A altura permite visibilidade a 8 metros sem obstruir o fluxo de carrinho. Letra em caixa alta com altura mínima de 10 cm garante leitura da entrada da loja. Em mercado com pé direito baixo (abaixo de 2,80 m), usa placa fixada na cabeceira da gôndola em vez de suspensa.
Sinalização de preço é obrigatória em supermercado?
Sim. O Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990) e a Lei 10.962/2004 obrigam preço visível e legível em cada produto exposto. Aceita etiqueta de gôndola, cartaz de oferta, etiqueta colada no produto ou leitor eletrônico acessível ao cliente. “Pergunte no caixa” é infração passível de multa do Procon municipal. Em produto a granel, preço por unidade de medida (kg ou litro) também é obrigatório.
O que a NBR 9050 exige em sinalização de supermercado?
Rota acessível sinalizada da entrada até o caixa, banheiro acessível com pictograma internacional, vaga de estacionamento reservada sinalizada (se houver estacionamento próprio), prioridade de atendimento em fila sinalizada com pictograma de idoso, gestante, PcD e lactante, contraste visual mínimo de 70% entre fundo e texto das placas, altura da placa de identificação entre 1,40 m e 1,60 m do piso. O pictograma oficial é o Símbolo Internacional de Acesso em azul sobre fundo branco.
Placa de saída de emergência precisa ser fotoluminescente?
Precisa. A NBR 13434 determina placa fotoluminescente (que brilha no escuro) em todas as saídas de emergência, rotas de fuga e equipamentos de combate a incêndio. Obrigatória para liberação do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), que por sua vez é exigência para o alvará de funcionamento em todos os municípios brasileiros. Custo por placa entre R$ 22 e R$ 85 em 2026, vida útil de 5 a 8 anos.
Quanto custa sinalizar um mercado independente inteiro?
Entre R$ 2.800 e R$ 4.500 em um mercado de 80 a 250 m², dividido em quatro semanas e quatro etapas: compliance obrigatória (R$ 420 a R$ 780), orientação do cliente (R$ 780 a R$ 1.280), conversão comercial (R$ 620 a R$ 1.140) e marca e experiência (R$ 980 a R$ 1.300). Inclui placa de setor em ACM, placa fotoluminescente, pictogramas de acessibilidade, cartaz de oferta inicial, logo 3D no caixa e placa de estacionamento.
Preciso afixar o alvará de funcionamento na parede?
Precisa. Lei municipal varia mas o padrão nacional, reforçado pela orientação do SEBRAE e da legislação de cada cidade, é manter alvará de funcionamento, licença sanitária (se alimentício) e AVCB afixados em lugar visível ao público, em geral atrás do caixa em moldura simples. Fiscal da prefeitura pede na entrada da visita. Documento guardado na gaveta ou no escritório não cumpre a exigência e gera auto de infração imediato.
Cartaz de oferta pode ficar com preço antigo depois que terminou a promoção?
Não. O artigo 30 do Código de Defesa do Consumidor determina que a oferta publicada vincula o fornecedor — se o cartaz continua afixado com preço antigo, o mercado é obrigado a vender pelo preço do cartaz. Regra operacional: cartaz vencido sai na hora. Rotina simples é dia de troca de encarte, com checklist de corredor por corredor, retirar cartaz da semana anterior antes de colar o novo.
Qual a diferença entre placa em PS e placa em ACM para sinalização interna?
PS (poliestireno 2 mm) custa R$ 65 a R$ 120 por m² e dura 2 a 3 anos em ambiente interno, é bom para sinalização de rotatividade média como placa de formas de pagamento ou placa de balança. ACM (alumínio composto 3 mm) custa R$ 180 a R$ 320 por m², dura 6 a 10 anos e é recomendado para placa de setor e placa de estacionamento (sujeita a sol e chuva). A escolha correta por peça evita retrabalho de troca integral em oito meses.