TL;DR: Cartaz de supermercado não é uma coisa só — são 15 tipos diferentes, cada um com função, tamanho e posição específicos na loja. Este guia separa cartaz de oferta, de gôndola, stopper, wobbler, fachada, institucional, sazonal, digital, manuscrito e mais seis. Para cada um: onde colocar, tamanho típico, elemento-chave na arte e o erro mais comum que queima a comunicação antes do cliente olhar o preço.

Por que existem tantos tipos de cartaz na loja
Cartaz de supermercado parece todo igual — uma folha com preço grande — mas, olhando de perto, cada pedaço da loja pede um formato diferente. Fachada tem um problema, balcão tem outro, gôndola tem outro. Tratar tudo com o mesmo A4 amarelo é o jeito mais rápido de perder cliente que passou pela fachada, entrou, não achou a oferta e saiu.
Sábado, 10h. O cliente entra, olha a fachada, atravessa o corredor de bebidas, para na ilha de oferta do meio, pega o refrigerante e volta pro caixa. Em 4 minutos, ele passou por 7 tipos de cartaz diferentes — e provavelmente só leu 2 direito. O que define se ele leva um produto a mais não é o desconto. É saber que cartaz colocar em cada um desses 7 pontos.
A cartilha de comunicação visual do SEBRAE sobre pequeno varejo separa a sinalização em três camadas: identificação (quem é a loja), orientação (onde está o produto) e promocional (por que comprar agora). Entidades como a ABRE — Associação Brasileira de Embalagem e o POPAI Brasil, entidade que estuda marketing no ponto de venda, reforçam o mesmo: uma decisão de compra em supermercado independente leva em média menos de 10 segundos na frente da gôndola. Se o cartaz não faz o trabalho nesse intervalo, a oferta morre.
A regra simples antes de escolher o tipo
Antes de decidir qual cartaz imprimir, responde três perguntas:
- Distância de leitura: o cliente vai ler a 30 cm (prateleira), 2 metros (ilha), 8 metros (fim de corredor) ou 15 metros (fachada)? A fonte dobra a cada faixa.
- Tempo de olhar: ele tem 2 segundos (passando de carrinho), 5 segundos (parado na gôndola) ou 20 segundos (esperando caixa)?
- Decisão que você quer provocar: parar, comparar, comprar mais uma unidade, conhecer a loja, voltar na próxima semana?
As três respostas juntas dão o tipo. Sem isso, todo cartaz vira o mesmo A4 amarelo com preço vermelho — que até funciona, mas entrega 30% do que poderia.
Mapa dos 15 tipos de cartaz do varejo
Os 15 tipos de cartaz usados em supermercado independente se agrupam em quatro famílias: preço e oferta, ponto extra e impulso, fluxo, caixa e fachada e contexto (institucional, sazonal, digital). Abaixo, o mapa rápido; depois, cada um detalhado com função, posição, tamanho, elemento-chave e erro comum.
Cartazes de preço e oferta (os que mais vendem)
Esse bloco responde por mais da metade do impacto de vendas de qualquer loja independente. Se você vai começar só por um grupo, é esse. O bloco seguinte é complementar. Para texto pronto pra colar em cada um, tem a biblioteca de 35 textos prontos para cartaz de oferta de supermercado.
1. Cartaz de oferta (preço em destaque)
- Função: gritar preço. É o cartaz clássico de “R$ 4,99” em fonte gigantesca.
- Onde colocar: em cima do produto ofertado, na gôndola ou na ilha de ponto extra.
- Tamanho típico: A4 (210×297 mm) ou A3 (297×420 mm).
- Elemento-chave: preço ocupa 60% da folha. Nome do produto em 20%. O resto (de/por, unidade) em 20%.
- Erro comum: colocar o logo da loja maior do que o preço. Ninguém para na gôndola para ler a marca do mercado; o cliente para para ler o número.
2. Cartaz de novidade / lançamento
- Função: avisar que chegou algo que não tinha na loja — sabor novo, marca nova, linha nova.
- Onde colocar: no mesmo lugar do cartaz de oferta, mas com cor e palavra diferentes (“novidade”, “chegou”, “lançamento”).
- Tamanho típico: A4 ou A3.
- Elemento-chave: foto do produto nova em 40% da folha, palavra “novidade” em destaque, preço regular (não precisa ser desconto).
- Erro comum: misturar “novidade” com “oferta” na mesma arte. Cliente não entende se é lançamento ou liquidação — e o olho dele segue direto.
3. Cartaz de oferta-relâmpago
- Função: criar urgência em uma janela curta (só hoje, só até as 18h, só no sábado).
- Onde colocar: na entrada da loja, no topo da ilha de oferta e na frente do caixa.
- Tamanho típico: A3 ou A2 (420×594 mm) — precisa chamar à distância.
- Elemento-chave: palavra “hoje” ou “até [horário]” em fonte maior que o preço. Bordas pretas ou vermelhas ajudam o olhar a parar.
- Erro comum: deixar o cartaz de oferta-relâmpago no domingo de manhã com preço de sábado à noite. Se a janela acabou, tira. Se o cliente pega e você honra, perde margem; se não honra, perde cliente.
4. Placa de “tirado do estoque” / liquidação
- Função: sinalizar queima de estoque, ponta de linha, produto com validade curta.
- Onde colocar: em uma cesta, caixa ou ilha dedicada, sempre fora do layout normal do produto.
- Tamanho típico: A3 ou cartaz livre manuscrito (não precisa ser simétrico, justamente o jeito “improvisado” vende).
- Elemento-chave: percentual de desconto grande (“50% OFF”) ou texto direto (“últimos 12 — R$ 9,90”). Mostrar o preço de antes riscado.
- Erro comum: usar a mesma arte bonita e gráfica do cartaz de oferta normal. Liquidação comunica pressa e barato — arte muito polida quebra essa leitura.
Cartazes de ponto extra e impulso
Aqui é onde você tira venda adicional de quem já decidiu comprar outra coisa. Os tipos abaixo estão entre os mais estudados pelo POPAI Brasil no varejo alimentar, que mede o impacto de material de ponto de venda sobre decisão de compra — e é o bloco com maior retorno por centímetro de prateleira.
5. Cartaz de gôndola (end cap)
- Função: sinalizar a ponta de gôndola, o “topo da ilha” que o cliente enxerga de longe andando pelo corredor.
- Onde colocar: na testeira superior do end cap (ponta de gôndola), 1,80 m do chão.
- Tamanho típico: A2 (420×594 mm) ou banner horizontal 60×40 cm.
- Elemento-chave: categoria em letra grande (CERVEJA, LIMPEZA, SUCOS) + preço-âncora de um item símbolo. Visível a 8–10 metros.
- Erro comum: encher o end cap de 4 produtos diferentes com 4 preços. O olhar não processa — escolhe UM produto-chamariz e expõe ele.
6. Stopper / wobbler
- Função: “pular” da prateleira pro corredor, obrigando o olho a desviar. Stopper é a bandeirola que sai lateral da gôndola; wobbler é o picolé colado na frente do produto que balança.
- Onde colocar: na altura do olhar (1,40 a 1,60 m), em produtos de maior margem da categoria.
- Tamanho típico: stopper 10×15 cm ou 15×20 cm; wobbler redondo de 8 a 12 cm de diâmetro.
- Elemento-chave: uma palavra só (“OFERTA”, “LEVE 3”, “NOVO”) em cor contrastante com a embalagem atrás.
- Erro comum: colocar em 100% dos produtos da gôndola. Quando tudo pisca, nada pisca — o efeito depende de estar em 10 a 20% dos itens, no máximo.
7. Cartaz de pit-stop / ilha
- Função: sinalizar a ilha central — aquela mesa ou caixote no meio do corredor com produto empilhado.
- Onde colocar: em haste acima da ilha, 30 a 50 cm acima do topo do produto, de forma que o cartaz fique à altura dos olhos de quem se aproxima.
- Tamanho típico: A3 frente e verso (cliente lê dos dois lados).
- Elemento-chave: preço + combo (“Leve 3 por R$ 10”, “6 latas por R$ 18”). Ilha pede venda casada.
- Erro comum: ilha com produto solto e sem cartaz. A ilha sem cartaz não é ilha — é entulho no meio do corredor. E cliente desvia.
8. Placa de balcão
- Função: sinalizar preço e oferta em balcão atendido — açougue, padaria, peixaria, frios, rotisseria.
- Onde colocar: dentro da vitrine refrigerada, apoiada no produto, ou na testeira do balcão.
- Tamanho típico: 10×15 cm (dentro da vitrine) ou A4 (na testeira).
- Elemento-chave: nome do corte / produto em negrito + preço por kg. Balcão pede clareza imediata porque o cliente não pega o produto na mão.
- Erro comum: placa molhada, manchada ou com preço rabiscado. A placa de balcão é o rosto da vitrine — placa suja diz “produto velho”. Troca toda semana.
Cartazes de fluxo, caixa e fachada
Esse grupo age em dois momentos: antes do cliente entrar e no segundo em que ele está esperando para pagar. É onde você faz o cliente passar pela porta e onde você puxa o ticket no último minuto.
9. Cartaz de fachada
- Função: tirar o cliente da rua e colocar dentro da loja.
- Onde colocar: vitrine, porta de vidro, lambe-lambe na parede lateral.
- Tamanho típico: A1 (594×841 mm), A0 (841×1189 mm) ou lona impressa 1×1,5 m.
- Elemento-chave: UM produto + UM preço. A fachada é lida em 2 segundos por quem passa na calçada ou no semáforo — mais do que isso, ninguém processa.
- Erro comum: encher a vitrine de 8 cartazes A4 colados. Vira parede de bula de remédio. Troca por 1 lona grande bem feita.
10. Banner externo
- Função: comunicação sazonal ou de campanha longa (aniversário da loja, Páscoa, Black Friday) que vive fora da loja, no poste, na lateral da parede ou no muro do estacionamento.
- Onde colocar: calçada da frente, lateral da loja, cavalete na esquina, muro.
- Tamanho típico: lona 1×2 m ou 1,5×3 m, material resistente ao sol e chuva.
- Elemento-chave: data/período em destaque + motivo (“Aniversário 30 anos — 12 a 18 de maio”). Não precisa ter preço; precisa ter âncora de tempo.
- Erro comum: esquecer a lona pendurada 3 meses depois do evento. “Black Friday 2024” em março de 2026 diz pro cliente que a loja não cuida dos detalhes.
11. Cartaz de frente de caixa
- Função: puxar compra por impulso nós 40 segundos que o cliente fica parado na fila — ideal para produto de baixo valor, alto giro e venda casada (pilha, goma de mascar, chocolate unitário, sacola ecológica).
- Onde colocar: na lateral do caixa, na altura do olho do cliente sentado no carrinho ou parado de pé.
- Tamanho típico: A5 (148×210 mm) ou A4.
- Elemento-chave: preço baixo e redondo (“R$ 1,99”, “3 por R$ 5”). Atrito de decisão tem que ser zero.
- Erro comum: usar o caixa pra comunicar oferta do corredor. Quem está no caixa já escolheu — use pra puxar o último item, não pra mandar ele voltar.
12. Placa manuscrita
- Função: passar sensação de “loja de vizinho”, feira, preço fresco. Funciona melhor em hortifruti, padaria e açougue.
- Onde colocar: em cima da caixa de fruta, no balcão, na bandeja da padaria — lugares onde o produto chega do fornecedor hoje.
- Tamanho típico: meia-folha A4 ou cartolina pequena, canetão preto ou azul.
- Elemento-chave: letra firme, preço sem muita enfeite, mão visível (cliente reconhece que foi feito hoje). Pode ter pequeno detalhe em vermelho.
- Erro comum: imprimir cartaz manuscrito num A4 colorido da gráfica. Perde a autenticidade que faz ele funcionar. Se é manuscrito, é feito à mão com pincel atômico. Se não tiver tempo, usa o jeito fácil e rápido pra imprimir um cartaz simples e não forçar o visual rústico.
Cartazes institucionais, sazonais e digitais
Esse bloco não vende no curto prazo — constrói a percepção de loja organizada, atualizada e profissional. É o bloco que mais sofre abandono: começa bonito em janeiro e some em março.
13. Cartaz institucional (horário, política, aviso)
- Função: comunicar horário de funcionamento, formas de pagamento, política de troca, regras da loja (cães, carrinho, celular no açougue por questão sanitária).
- Onde colocar: porta de entrada, caixa, balcão de atendimento.
- Tamanho típico: A4 ou A5, fonte legível a 2 metros.
- Elemento-chave: texto objetivo, sem firula. Pode ter o logo da loja pequeno no topo — aqui é o único cartaz em que o logo faz sentido em destaque.
- Erro comum: cartaz de horário de 2019 colado com fita crepe na porta em 2026. Horário muda todo dezembro (Natal, fim de ano) — imprime uma versão sazonal antes.
14. Cartaz sazonal (Natal, Páscoa, Festa Junina, Dia das Mães)
- Função: puxar venda de categoria que explode em janela específica — panetone, bacalhau, ovo de chocolate, milho, pipoca, flores.
- Onde colocar: fachada, ilha de ponto extra, testeira de gôndola da categoria, corredor temático.
- Tamanho típico: varia (A4 na gôndola até lona na fachada), mas com decoração coerente — cor, fonte e imagem falando a mesma data.
- Elemento-chave: data explícita (“Páscoa 2026”, “Festa Junina — 10 a 24 de junho”). Quem trabalha encarte sazonal sabe que a data no cartaz é o que ativa a memória da categoria.
- Erro comum: cartaz de Natal que fica exposto em janeiro. Depois do dia da data, tira — antes do evento, tira quando sobrar 2 dias, pra dar espaço pra liquidação do que sobrou.
15. Cartaz digital (TV interna, totem, menu board)
- Função: substituir ou complementar cartaz impresso em pontos de alta rotatividade de oferta (padaria, peixaria, balcão de frios, entrada da loja).
- Onde colocar: TV de 32 a 50 polegadas na parede do balcão, na entrada, ou totem de chão perto do caixa.
- Tamanho típico: a tela; conteúdo em resolução Full HD mínima.
- Elemento-chave: cada slide com 1 produto + 1 preço, ficando 5 a 7 segundos no ar. Transição simples (fade, sem giro 3D).
- Erro comum: colocar a TV e esquecer. Cliente vê as mesmas 4 ofertas toda semana — e o digital perde o valor de “estar atualizado”, que é justamente o motivo de existir. Programa um rodízio semanal.
Tabela resumo: qual cartaz para qual problema
Se você quer ir direto ao ponto, essa tabela resume o que usar em cada situação:
| Problema | Cartaz recomendado | Tamanho |
|---|---|---|
| Cliente não entra na loja | Fachada + banner externo | A1 / lona |
| Cliente passa reto pelo corredor | End cap + stopper | A2 / 15 cm |
| Produto encalhado | Liquidação + ilha | A3 manuscrito |
| Margem caindo | Oferta com preço-âncora | A4 / A3 |
| Ticket médio baixo | Frente de caixa + wobbler | A5 / 10 cm |
| Categoria sazonal chegando | Sazonal + ilha temática | A3 + lona |
| Balcão parece desorganizado | Placa de balcão + institucional | 10×15 cm / A4 |
| Oferta do dia não chega | Oferta-relâmpago + digital | A3 + tela |
A lógica é a mesma de quando você monta o cartaz de promoção e ofertas da semana: começa pelo problema, escolhe o tipo, depois pensa na arte.
Erros que matam qualquer tipo de cartaz (independente do formato)
Os seis erros abaixo aparecem em 90% das auditorias de loja que a gente faz. Eles não têm a ver com impressão nem com software — têm a ver com operação.
- Cartaz sem data de validade na cola. Ninguém sabe de quando é aquele preço. Solução: data pequena no canto inferior direito (“promo válida até 26/04”).
- Preço do cartaz diferente do preço do PDV. Cliente lê R$ 4,99, chega no caixa R$ 5,49. Perde cliente e perde reputação. Checagem semanal obrigatória.
- Um cartaz para cada SKU. Corredor vira muro de A4. Escolha 1 a cada 3 produtos, no máximo.
- Cartaz em papel fino no açougue / peixaria. Molha, rasga, mancha. Use papel couché 150g+ ou plastifica. O dono da ABComm fala do mesmo princípio no digital: material de PDV tem que aguentar o ambiente.
- Letra cursiva em cartaz de preço. Reduz legibilidade a 2 metros em 40%. Use fonte sans-serif bold (Arial Black, Impact, Montserrat Black).
- Cores aleatórias na loja. Define uma paleta da loja (2 cores + preto) e segue. Amarelo+vermelho para oferta funciona porque vira código visual.
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Perguntas frequentes sobre tipos de cartaz
Quantos tipos de cartaz existem em um supermercado?
Em um supermercado independente bem sinalizado, circulam em média 15 tipos diferentes, agrupados em quatro famílias: cartaz de preço e oferta (oferta, novidade, oferta-relâmpago, liquidação), cartaz de ponto extra (gôndola, stopper, wobbler, ilha, balcão), cartaz de fluxo e fachada (fachada, banner externo, frente de caixa, manuscrito) e cartaz de contexto (institucional, sazonal, digital). Cada tipo resolve um problema diferente de comunicação.
Qual a diferença entre cartaz de oferta e cartaz de gôndola?
O cartaz de oferta fica colado em cima de um produto específico com preço em destaque (A4 ou A3) e foca uma unidade. O cartaz de gôndola fica na testeira da ponta de gôndola (end cap), é maior (A2 ou banner), e sinaliza a categoria inteira usando um produto-âncora como chamariz — é lido a 8–10 metros, enquanto o de oferta é lido a 30–50 cm.
O que é stopper e wobbler?
Stopper é a bandeirola lateral que sai da prateleira em ângulo de 90°, interrompendo o olhar de quem caminha no corredor. Wobbler é um cartaz pequeno (8–12 cm) colado na frente do produto com uma haste flexível que balança. Os dois servem para “tirar” o produto da gôndola visualmente e funcionam melhor em 10 a 20% dos itens — quando tudo pisca, nada pisca.
Qual tamanho ideal de cartaz de oferta de supermercado?
A4 (210×297 mm) é o padrão para oferta simples na gôndola, lido a até 1 metro de distância. A3 (297×420 mm) é usado em ilhas e ponta de gôndola (até 2 metros). A2 (420×594 mm) vai em end cap grande e oferta-relâmpago em entrada. A1 e A0 (ou lona) ficam reservados pra fachada e banner externo. A regra: a cada metro de distância, a fonte do preço precisa crescer cerca de 2 centímetros.
Cartaz manuscrito ainda funciona em loja independente?
Sim, e em alguns setores funciona melhor que cartaz impresso. Hortifruti, padaria e açougue ganham credibilidade de “fresco” com placa escrita à mão, porque passa sensação de preço feito hoje, do dia. A regra é autenticidade: se é manuscrito, é feito à mão com canetão. Imprimir um “manuscrito falso” na gráfica quebra o efeito e o cliente percebe.
Quando trocar um cartaz de oferta?
Oferta-relâmpago: na hora que a janela fecha. Oferta semanal: toda segunda, ou toda quarta, dependendo do ciclo da loja. Institucional (horário, política): sempre que mudar a informação ou uma vez por ano no mínimo. Sazonal: retira até 2 dias depois da data e substitui pelo cartaz de liquidação do que sobrou. Cartaz antigo exposto é o maior sinal de loja desleixada.
Vale a pena investir em cartaz digital (TV) na loja?
Vale em pontos de alta rotatividade de oferta: padaria, peixaria, balcão de frios e entrada da loja. Em corredor de mercearia, o custo-benefício do impresso ainda é maior. O ponto crítico do digital é a operação: se a TV fica com a mesma tela 3 semanas, perde o valor de “atualizado” que justifica o investimento. Programa rodízio semanal de conteúdo.
Onde colocar cartaz em supermercado para vender mais?
A ordem de impacto em loja independente é: fachada (traz cliente), ponta de gôndola (chama atenção de longe), ilha de ponto extra (puxa venda casada), gôndola com stopper (tira venda adicional da categoria), frente de caixa (último impulso). Se você tem pouco tempo pra produzir cartaz, começa por fachada e end cap — os dois juntos explicam cerca de 60% do efeito total.
Qual material usar para imprimir cartaz de loja?
Papel couché 150g ou 180g para cartaz A4 e A3 interno. Papel cartão 250g para placa de balcão. Couché fosco ou brilho, plastificado, para área úmida (açougue, peixaria, hortifruti). Lona 440g para fachada e banner externo. Cartolina ou kraft para placa manuscrita. Evita papel sulfite 75g — amarela em 3 semanas e passa imagem de loja descuidada.