cartaz de promoção
Cartazes

Como elaborar um cartaz de promoção que vende na hora

TL;DR: Cartaz de promoção bom tem sete elementos e é feito em menos de 10 minutos: produto-isca definido, preço gigante (ocupa pelo menos 40% do cartaz), fonte bold sans-serif, fundo de alto contraste (amarelo com preto ou vermelho com branco), validade da oferta visível, gatilho de urgência (“só hoje”, “só até sábado”), call-to-action claro e QR code para o encarte digital. Impresso em A3 ou A2, material resistente, colado na ponta de gôndola e na entrada da loja, ele aumenta a conversão da ponta em 15% a 30%, conforme medições de PDV do POPAI.

Por que o cartaz de promoção ainda vende em 2026

Muita loja independente já ouviu que “cartaz é coisa do passado, hoje é tudo digital”. Não é. O cartaz de promoção físico dentro da loja continua sendo uma das ferramentas mais rentáveis do varejo alimentar, e o dado que sustenta isso é conhecido: segundo levantamentos do POPAI Brasil sobre material no ponto de venda, um cartaz bem feito em ponta de gôndola pode aumentar a conversão do SKU em 15% a 30%, sem mexer no preço.

Por que funciona? Porque mais de 70% das decisões de compra no supermercado acontecem dentro da loja, na frente da prateleira. O cliente entrou com uma lista de 8 itens na cabeça, sai do caixa com 15. Os 7 extras são decisão tomada no corredor — e o cartaz é o gatilho mais rápido dessa decisão. Uma mídia paga no Instagram custa caro, demora pra virar venda e disputa atenção com 200 outras marcas. O cartaz está a 1 metro do produto, sem concorrência, no momento exato em que o cliente decide.

Uma loja independente de 300 m2 em Betim colocou um cartaz A2 amarelo com preto dizendo “ARROZ TIO JOÃO 5KG – R$ 22,90 – só até sábado” na ponta de gôndola da entrada. Na semana anterior, o SKU vendia 40 pacotes por dia. Na semana com cartaz, passou a vender 68 por dia. Custo do cartaz: R$ 4,50 de impressão e 2 minutos de um funcionário colando. Retorno na primeira hora.

A lógica do cartaz é a mesma do planograma e do layout da loja: o varejo é um jogo de atenção, e quem não guia o olho do cliente perde a venda para o concorrente que guia. Para fechar o círculo, veja também o guia de cartaz de promoção e ofertas, que discute o papel dele no ciclo completo da oferta.

Como elaborar um cartaz de promoção em 7 passos

Cartaz de promoção não é arte — é comunicação comercial. Segue roteiro. Cada cartaz da sua loja passa pelos sete passos abaixo, sempre.

Passo 1 — Escolha o produto-isca

Nem todo SKU merece cartaz. O produto que vai no cartaz é o produto-isca: aquele que o cliente conhece, sabe o preço médio e que, visto em oferta, faz ele entrar na loja ou parar na ponta. Em supermercado, os candidatos clássicos são arroz, feijão, óleo, açúcar, café, leite longa vida, refrigerante 2L e cerveja em lata. Em farmácia, dipirona, paracetamol, protetor solar e fralda. Em pet shop, ração de marca conhecida. Em açougue, o corte da semana (coxão duro, filé mignon suíno, frango inteiro).

O produto-isca tem três características: alta frequência de compra (o cliente compra toda semana), preço de referência conhecido (o cliente sabe quanto custa na concorrência) e margem que suporte a promo (mesmo com 10% a 15% de desconto, a operação fecha). Produto de giro baixo ou de margem apertada não é isca — é prejuízo no cartaz.

Passo 2 — Defina preço de promoção e preço de referência

Cartaz só comunica desconto se tem ancoragem. “Arroz R$ 22,90” não diz nada sozinho. “DE R$ 26,90 POR R$ 22,90” comunica economia. A regra é mostrar os dois preços, com o antigo riscado e menor, e o novo gigante. Se sua loja trabalha com preço psicológico (término em 9, 99 ou 90), o cartaz reforça: R$ 22,90 vende mais que R$ 23,00, mesmo a diferença sendo de 10 centavos. Quem quiser se aprofundar, temos um guia dedicado de preço psicológico.

Passo 3 — Desenhe o preço gigante

O preço ocupa no mínimo 40% da área do cartaz. Se for A3 (297 x 420 mm), o número do preço vai em fonte de pelo menos 200 pt. Se for A2 (420 x 594 mm), 300 pt ou mais. O cliente lendo de 3 a 5 metros de distância tem que conseguir bater o olho e entender o preço antes de ler qualquer outra palavra. Se precisa chegar perto pra ler o número, o cartaz já falhou.

Passo 4 — Escolha fonte e cor

Fonte: bold sans-serif (Arial Black, Impact, Bebas Neue, Oswald, Montserrat Black). Nada de fonte fina, cursiva ou com serifa. Cor: fundo amarelo com texto preto (o combo mais legível em PDV, testado por redes grandes há décadas) ou fundo vermelho com texto branco (urgência) ou fundo preto com texto amarelo (premium/destaque). Evite azul, verde claro, tons pastel — não contrastam em corredor com iluminação mista.

Passo 5 — Inclua validade e gatilho de urgência

Cartaz sem prazo não vende. Sempre indique até quando a oferta vale: “só até sábado”, “só hoje”, “válido até 20/04 ou até durar o estoque”. O gatilho de escassez é o que tira o cliente da inércia — ele pensa “se não pegar agora, perdi”. Evite cartaz perpétuo de “oferta especial” sem data. Além de não gerar urgência, pode ser interpretado como propaganda enganosa pelo Procon se o preço nunca foi outro.

Passo 6 — Adicione call-to-action e QR code

Call-to-action (CTA): uma linha curta dizendo o que o cliente faz. “Leve 3 por R$ 20”, “2ª unidade com 50%”, “Pegue agora”, “Estoque limitado”. O cartaz termina com um QR code pequeno no canto inferior direito que abre o encarte digital da semana ou o WhatsApp da loja. Isso captura quem olhou o cartaz mas não comprou agora, e cria um canal direto para a próxima oferta.

Passo 7 — Imprima, plastifique e cole

Imprimir em gráfica rápida ou em impressora jato de tinta colorida com gramatura alta (120 g ou mais). Para loja que faz troca frequente de oferta, papel comum resolve. Para ponta de gôndola fixa (oferta da semana), plastifique ou use lâmina de PVC — aguenta umidade, não rasga quando o cliente encosta. Colagem com fita dupla face 3M ou suporte de acrílico. Não use fita crepe amarelada — passa imagem de improviso.

Psicologia do preço no cartaz: o número que faz o cliente parar

A forma como o preço aparece no cartaz muda a percepção de oferta muito mais do que o desconto real. Esses são os gatilhos que a neurociência do consumo e autores como Philip Kotler em “Administração de Marketing” e Richard Thaler em economia comportamental já provaram funcionar em varejo:

  • Término em 9, 90 ou 99. R$ 9,90 é percebido como “9 e pouco”, R$ 10,00 é percebido como “10 reais”. O cérebro ancora no primeiro dígito.
  • Preço riscado ao lado. Mostre o preço antigo riscado, menor, em cor apagada (cinza), e o novo gigante, em destaque. A diferença visual faz a economia parecer maior do que é.
  • Quebra em parcelas quando couber. Em farmácia e eletro, “R$ 89,90 ou 3x de R$ 29,97” vende mais que o valor cheio, mesmo em ticket baixo. Em supermercado, raro usar, mas para itens acima de R$ 100 (carne nobre, whisky, ração 15 kg) funciona.
  • Comparação por unidade. “Leve 3 por R$ 15” (R$ 5 cada) vende mais que “R$ 5 a unidade” porque comunica volume e economia junto.
  • Número redondo no atacado, quebrado no varejo. Atacarejo usa R$ 20,00, R$ 50,00, R$ 100,00 — comunica simplicidade. Supermercado independente usa R$ 19,90, R$ 49,90, R$ 99,90 — comunica economia.

Em supermercado, o término em 9/90/99 ainda é o padrão de maior conversão. Segundo estudos de pricing citados pelo SEBRAE em material de visual merchandising para varejo, trocar R$ 10,00 por R$ 9,90 em uma ponta de gôndola aumenta a conversão do SKU em 8% a 12% em média, com o mesmo desconto real.

Para ofertas com base recorrente (promoção de terça, promoção do fim de semana), vale ter uma coleção de textos prontos para cartaz de oferta de supermercado já testados e trocar o produto/preço toda semana, economizando tempo de criação.

Fonte, cor e contraste: as regras que funcionam no corredor

O cartaz vai ser lido no corredor, com iluminação mista (luz de teto + luz da gôndola), a 3-5 metros de distância, em 2 a 3 segundos. O design tem que respeitar essas condições.

Hierarquia visual

Toda camada do cartaz tem um peso visual definido. Da mais pra menos:

  1. Preço novo — o maior, gigante, domina o cartaz.
  2. Nome do produto — segundo maior, claro, em caixa alta ou título.
  3. Preço antigo riscado — menor, cinza ou em cor apagada.
  4. Gatilho de urgência (“só até sábado”) — médio, em cor de destaque (vermelho).
  5. Call-to-action (“Leve 2”) — médio, abaixo do preço.
  6. Validade e disclaimer — pequeno, no rodapé.
  7. QR code e logo da loja — pequenos, canto inferior.

Paletas que funcionam

Três combos testados e aprovados em supermercado independente:

  • Amarelo com preto: o clássico. Maior contraste possível no espectro de luz natural do corredor. Legível mesmo com luz fraca.
  • Vermelho com branco: comunica urgência e liquidação. Bom para “última hora” e “só hoje”.
  • Preto com amarelo: premium, destaque. Bom para produto de ticket maior (carne nobre, vinho, whisky).

Evite: azul e cinza (baixo contraste), verde claro (passa sensação de saudável mas não de oferta), degradê em fundo (confunde), mais de três cores no mesmo cartaz.

Fonte

Sans-serif bold, sempre. Arial Black e Impact são gratuitas e resolvem. Para quem quer sair do lugar-comum, Oswald, Bebas Neue e Montserrat Black estão disponíveis de graça no Google Fonts. Nada de fonte com serifa (Times, Georgia) — é para livro, não para cartaz. Nada de fonte manuscrita ou decorativa — perde legibilidade a 3 metros.

Exemplos prontos de cartaz para cada situação

Cinco modelos que funcionam em supermercado independente. Troque o produto e o preço e está pronto para imprimir.

Exemplo 1 — Oferta clássica de commodity

OFERTA DA SEMANA
ARROZ TIO JOÃO 5KG
DE R$ 26,90
POR R$ 22,90
Só até sábado (20/04)

Fundo amarelo, preço novo gigante em preto, preço antigo menor e riscado em cinza, frase de urgência em vermelho.

Exemplo 2 — Leve mais, pague menos

LEVE 3 CERVEJAS
SÓ R$ 10,00
(R$ 3,33 cada)
Skol / Brahma / Antarctica - lata 350ml
Válido até domingo (21/04)

Fundo vermelho, texto branco. Destaque no “3” e no “R$ 10,00”.

Exemplo 3 — Segunda unidade com desconto

CAFÉ 3 CORAÇÕES 500G
R$ 18,90 na 1ª unidade
2ª unidade com 50%
(só R$ 9,45 a segunda)
Só hoje

Fundo amarelo com preto. Preço da segunda unidade em destaque, não o da primeira.

Exemplo 4 — Última hora

ÚLTIMO DIA
FRANGO INTEIRO CONGELADO
R$ 12,90 o kg
Estoque limitado
Só hoje até as 20h

Fundo vermelho, texto branco. Usar com moderação — cartaz de “última hora” funciona se for verdade e raro.

Exemplo 5 — Combo ou cluster

CAFÉ DA MANHÃ COMPLETO
Café + Pão + Leite + Achocolatado
TUDO POR R$ 24,90
Só na combinação - até sábado

Fundo preto, texto amarelo, produtos listados em fonte menor embaixo do preço. Exemplo clássico de cross-merchandising aplicado no cartaz.

Se você quer mais modelos prontos, compilamos um guia específico de cartaz de promoção para loja com variações por categoria. E para entender as diferentes funções (oferta, institucional, informativo, decorativo), o guia de tipos de cartaz ajuda a escolher o formato certo.

Onde colar: ponta de gôndola, entrada, checkout

Um cartaz bom no lugar errado não vende. A posição do cartaz na loja segue a lógica do fluxo de circulação do cliente.

Entrada da loja (zona de descompressão)

Primeiros 3 a 5 metros depois da porta. O cliente ainda está se ambientando, com a atenção “fresca”. Cartaz de oferta da semana principal ou de campanha sazonal (páscoa, festa junina, dia das mães). Tamanho A2 ou maior. Posição elevada, para ser visto já na entrada.

Ponta de gôndola

A posição mais rentável do cartaz. Ponta de gôndola concentra fluxo de dois corredores e é onde o cliente naturalmente reduz o passo. Cartaz A3 colado na altura dos olhos (entre 1,40 m e 1,70 m), com o SKU da oferta logo abaixo. Segundo a ABRAS, a ponta de gôndola bem explorada responde por até 15% da venda total da loja em supermercado independente.

Corredor (topo da gôndola)

Cartaz de sinalização de categoria (“Café e cafezinho”, “Oferta da semana”). Menor, A4 ou A3, na parte superior da gôndola. Função de orientar o cliente, não de gerar impulso.

Hortifruti, açougue, padaria

Cartaz pequeno (A4 ou meio-A4), em suporte de acrílico ou placa ardósia. Troca diária conforme a oferta do dia. Preço grande, produto identificado, prazo (“só hoje” ou data da validade do corte).

Checkout (zona de impulso)

Cartaz de produto de compra por impulso na fila do caixa: chocolate, chiclete, pilha, lâmina de barbear. Formato pequeno (A5), preço em destaque, mensagem curta. Função: capturar os R$ 3 a R$ 15 finais antes do cliente passar o cartão.

Para entender o fluxo inteiro e onde cada cartaz entra, vale ver o guia de como fazer um cartaz de oferta fácil e rápido, que junta decisão de produto, preço e posicionamento em uma rotina semanal.

Material, tamanho e durabilidade: A3, A2 e lâmina

Loja independente não precisa de gráfica sofisticada. A maior parte do cartaz se resolve com impressora jato de tinta colorida ou impressão terceirizada em gráfica rápida por R$ 3 a R$ 8 por unidade A3.

Tamanho

  • A4 (210 x 297 mm): cartaz pequeno de gôndola, topo de corredor, checkout.
  • A3 (297 x 420 mm): padrão de ponta de gôndola e oferta da semana.
  • A2 (420 x 594 mm): entrada da loja, campanha sazonal, vitrine.
  • A1 (594 x 841 mm) ou maior: fachada, banner externo, campanha de fim de ano.

Material

  • Papel couché 120g: cartaz de curta duração (troca semanal). Barato, boa impressão, não aguenta umidade.
  • Papel plastificado ou lâmina de PVC 0,5 mm: cartaz de duração média (troca mensal). Aguenta umidade, pode ser limpo com pano úmido.
  • Acrílico com folha A3 trocável: suporte fixo na ponta de gôndola, troca do papel interno toda semana. Investimento inicial de R$ 30 a R$ 60 por unidade, vale para lojas de médio porte.

Fixação

Fita dupla face 3M (não deixa resíduo), cordão + clipe pendurado no teto, ou suporte de acrílico rígido. Fita crepe amarela já com a ponta descolando transmite desleixo e afeta a percepção da loja inteira — substitua.

Fechando o circuito: cartaz é só uma peça. Dentro do planograma e da reposição, ele funciona. Fora, é só papel. Para quem está montando a operação do zero, o conjunto cartaz de promoção e ofertas + preço psicológico fecha o kit básico.

8 erros que matam o cartaz no corredor

  • Preço pequeno e nome do produto gigante. O cliente vai ler “ARROZ”, não o preço. Inverte: preço gigante, nome menor.
  • Sem validade ou sem prazo. Cartaz perpétuo não gera urgência e ainda pode ser interpretado como preço normal pelo Procon. Sempre data.
  • Cor sem contraste. Azul com cinza, verde claro com branco — ilegível a 3 metros. Use amarelo+preto, vermelho+branco ou preto+amarelo.
  • Fonte cursiva ou com serifa. Bonita na tela, ilegível no corredor. Use sans-serif bold, sempre.
  • Preço antigo sem estar riscado. O cliente não entende qual é a oferta. Risque o antigo, destaque o novo.
  • Mais de três mensagens no mesmo cartaz. Cartaz é de uma oferta. Duas ofertas no mesmo papel confundem e reduzem conversão das duas.
  • Fita crepe descolando. Sinal universal de loja desorganizada. Fita dupla face ou acrílico.
  • Cartaz vencido na gôndola. Oferta terminou sábado, segunda ainda está lá. Além de ilegal (propaganda enganosa), desmoraliza o ciclo. Auditoria semanal: todo cartaz vencido sai.

Esses erros são mais comuns em loja que produz cartaz “no improviso” — quem faz o sábado de manhã em 10 minutos e cola sem revisar. A solução é ter um padrão visual fixo da loja (template em A3 com logo, espaço para produto, espaço para preço, rodapé com QR) e só trocar o miolo toda semana.

Perguntas frequentes sobre como elaborar um cartaz de promoção

Qual o tamanho ideal de um cartaz de promoção de supermercado?

A3 (297 x 420 mm) para ponta de gôndola e oferta da semana, A2 (420 x 594 mm) para entrada da loja e campanha sazonal, A4 para sinalização de corredor e checkout. O tamanho acompanha a distância de leitura: o cliente lê um A3 a 3 metros, um A2 a 5 metros, um A1 a 10 metros.

Qual cor e fundo funcionam melhor para cartaz de promoção?

Amarelo com texto preto é o combo de maior contraste e legibilidade em corredor com luz mista — é o clássico do PDV brasileiro. Vermelho com texto branco comunica urgência e serve para “só hoje” e “última hora”. Preto com texto amarelo funciona para produto de ticket mais alto (carne nobre, vinho). Evite azul, verde claro e degradê de fundo.

Qual fonte usar no cartaz de promoção?

Sans-serif bold sempre. Arial Black e Impact são gratuitas e resolvem em qualquer editor. Para sair do lugar-comum, Oswald, Bebas Neue e Montserrat Black estão no Google Fonts de graça. Nada de fontes com serifa (Times, Georgia), cursivas ou decorativas — perdem legibilidade a 3 metros.

O preço tem que ser maior ou o nome do produto?

O preço, sempre. Ele ocupa pelo menos 40% da área do cartaz. O cliente lendo a 3-5 metros de distância tem que bater o olho e entender o preço antes de qualquer outra palavra. Nome do produto é o segundo maior, preço antigo riscado e menor em cor apagada, validade e CTA em corpo médio, rodapé em pequeno.

Preciso incluir validade da oferta no cartaz?

Sim, sempre. Cartaz sem prazo não gera urgência (o cliente adia a compra) e pode ser enquadrado como propaganda enganosa pelo Procon se o preço anunciado nunca mais volta ao valor “original”. Use “só até sábado (20/04)”, “só hoje”, “válido até 20/04 ou enquanto durar o estoque”.

Onde o cartaz de promoção vende mais: entrada ou ponta de gôndola?

Ponta de gôndola tem a maior conversão direta, porque concentra fluxo de dois corredores e o cliente naturalmente reduz o passo para avaliar. Entrada da loja tem papel complementar: gera a impressão inicial e comunica campanha sazonal. O ideal é ter os dois, com papéis distintos: entrada atrai, ponta converte.

Como colocar preço psicológico no cartaz?

Use términos em 9, 90 ou 99 (R$ 9,90 em vez de R$ 10,00). Mostre o preço antigo riscado ao lado do novo. Em combos, destaque o preço total (“Leve 3 por R$ 15”) em vez do unitário. Em atacarejo, números redondos (R$ 20,00, R$ 50,00) funcionam melhor que em bairro — cada modelo tem seu padrão.

Qual material de cartaz aguenta mais tempo sem estragar?

Para cartaz semanal, papel couché 120g resolve. Para cartaz mensal na ponta de gôndola, plastifique ou use lâmina de PVC de 0,5 mm — aguenta umidade, poeira e encostão de cliente. Para fixação permanente do suporte, use porta-cartaz de acrílico A3 trocável (R$ 30 a R$ 60 a unidade) e substitua só o miolo toda semana.

Cartaz precisa de QR code?

É altamente recomendado. Um QR code pequeno no canto inferior direito que abre o encarte digital ou o WhatsApp da loja captura o cliente que viu mas não comprou na hora. Também cria um canal direto para a próxima oferta. Custo zero (gera gratuitamente em qualquer gerador) e adiciona um ponto de contato digital ao cartaz físico.

Quantos cartazes uma loja independente precisa por semana?

Em loja de 300 a 500 m2, o padrão é: 1 cartaz A2 na entrada (campanha da semana), 4 a 6 cartazes A3 nas pontas de gôndola, 6 a 10 cartazes A4 nos topos de corredor e seções especiais (hortifruti, açougue, padaria) e 2 a 4 cartazes A5 no checkout. Total entre 15 e 25 cartazes por semana, com troca toda segunda ou terça.